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dispensável

sou do tempo em que se escrevia com um papel e uma caneta... geralmente um caderno de espiral e uma caneta bic comum.. Digitar não é a mesma coisa, digitar não é tão orgânico.. falta respiração ao ato de digitar. Parece tudo muito entubado, artificial. Sei que o que interessam são as idéias, mas até mesmo as idéias saem de um modo diferente quando se digita.. Acredito que alguns textos antigos de grande intensidade e paixão, talvez jamais tivesse sido escritos se fosse num computador, digitando.

o que importa mesmo é a tristeza da vida.
essa que nos acompanha mesmo que às vezes disfarçada
as paranóias internas, medos, anseios, expectativas,
isso tudo cansa, amar cansa, a paixão o querer, desgastam demais..
a vida é um caminho cheio de voltas e sempre chega ao mesmo lugar
ao ponto de partida, à nossa imensa tristeza e solidão.
Rodamos, trabalhamos, tramamos, planejamos e nos entregamos ao acaso,
e no final de tudo, em cada final de tarde triste e solitário,
vai restar aquela lágrima viva e forte de dor real.
Dor no peito. Dor sabe-se lá de onde.
Dor de solidão.
Facada no peito.
Tudo tão real e tão flutuante, tão inútil.
uma dor que dilacera e ao mesmo tempo que é impossível de largar, é completamente dispensável..
É só uma questão de saber dispensá-la

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